
Perder-se é se encontrar pelos
caminhos do sentimento. É estar onde pede o corpo, o momento. É flutuar pelo
instante do ser até desembocar no nada, para depois ser novamente. É remar
contra a civilização objetiva que está ao nosso redor. É ousar viver o sentir,
e expressar a vida que se carrega dentro de si. É encarar de frente e de forma
criativa o sofrimento. É se emaranhar na teia das convenções que nos
classificam disso, daquilo e daquilo outro. É perceber, depois de ter caminhado
diversos caminhos, que a vida sempre tem, em algum lugar de nós, um vazio. Quem
nunca se perdeu, esse, sem dúvida, é o mais perdido...
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