sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Beijos da memória
Pra que relembrar
Se no tempo
Não posso voltar?
Pra que entender
Se o bonde já passou?
Pra que olhar
A jarra de vinho
Que se quebrou?
Pra que chorar
Se você não está mais
Aqui?
Vou pegar um livro para ler
Vou conversar com um amigo
Vou ligar a tv
A vida é inútil
Mas ela está viva
E é preciso viver...
Denis de Barros
De tanto viver
Olho
E de tanto olhar
Vejo...
Procuro
E de tanto procurar
Não encontro
Algo que me faça
Sorrir em paz
Beber em paz
Dormir em paz...
Ando...
E de tanto andar
Me canso
Choro
E de tanto chorar
Durmo...
Leio
E de tanto ler
Me perco
Amo
E por te amar
Minha alma com nada mais
Se satisfaz...
Por causa do amor
A alegria não me pertence mais...
Denis de Barros
Longe demais de ti...
Eu vim aqui por um motivo
Inútil e límpido
Cheguei aqui cansado
De sofrer sozinho
E trago a minha dor
Materializada no meu olhar
Perdido...
Vim aqui dizer que te amo
Sei que isso não mudará nada
Pois você virou, para mim,
Uma rocha
E tudo que eu digo
Chega em ti
E bate e volta...
Mas ainda assim
Preciso dizer
Que te amo
Pois meu amor por ti
É um filho que pari redescobrindo-o
E que renasceu
Tarde demais
Longe demais de ti...
Denis de Barros
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