sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Noite no motel

Das curvas do teu corpo
Fazia meus movimentos

A janela aberta
Trazia os fluidos do relento

A música do rádio contribuía
Para o construir do sentimento

E numa sinfonia perfeita
Fazia com você o meu momento

E nessa noite sacra éramos deuses
Elaborando gozo no lugar do lamento




(Denis de Barros, setembro de 2014)

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Velhice

Esse é o poema
Do tempo perdido
O que foi
Terá sido?
A manhã
Amanhecido?
O terno
Enternecido?

Os sorrisos que sorri
Os amores que amei
Os carinhos que recebi
Os caminhos...

Foram?

Existência, existência...
Onde estará
a sua

consistência? 


(Rio de Janeiro, 2014)